quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A influência da educação em nossas escolhas

Qual a relação existente entre as escolhas de uma nação e seu respectivo nível educacional? Para esta pergunta, podemos ter diversas respostas e, muitas delas, certamente, convergirão para àquela que mostra uma íntima relação entre a qualidade de nossas escolhas e a qualidade da educação.
Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE (maio/2010) a Educação (27%) é a terceira área considerada mais problemática no País. O ensino fica lado a lado de questões como drogas e empregos (29%), e atrás somente da saúde (66%) e segurança pública (42%) na preocupação dos eleitores. Ainda de acordo com os entrevistados a Educação Básica merece atenção especial do próximo presidente e ela aparece em quarto lugar entre áreas consideradas prioritárias e que podem ajudar a solucionar os problemas nacionais. Na avaliação da qualidade educacional 44% dizem está regular, 21% ruim/péssimo e 34% ótimo/boa. Já para 51% a educação está melhorando em ritmo lento. Mas o que isso tem haver com o resultado das eleições?

Nestas eleições tivemos vários “fenômenos” eleitos com maioria de votos. Vou ater-me ao palhaço Tiririca que foi eleito com 1.353.820 votos. Quero acreditar que foram votos de protestos e não escolhas fiéis. No entanto, estes eleitores talvez não imaginassem que estariam elegendo outras pessoas que não eram “dignas” de tal confiança. Com ele foi mais três federais, inclusive o Delegado Protógenes. Para quem não lembra, ele comandou a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity; o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta; e o megainvestidor Naji Nahas. Depois foi indiciado criminalmente pela PF em dois crimes: quebra de sigilo funcional e violação da Lei de Interceptações. Ele teria sido responsável pelo vazamento de dados secretos da Satiagraha e, tal conduta, na avaliação da PF, caracteriza quebra do sigilo funcional. Também não podemos esquecer do mito Paulo Maluf que conseguiu quase meio milhão de votos e que caso sejam computados vai levar dois federais com ele.

O que os eleitores do Tiririca têm em comum com os de Maluf? A forma de protestar ou um pouco de analfabetismo funcional? Esta é realmente a melhor maneira de protestar? Qual o pior: um palhaço analfabeto ou um corrupto que se diz ficha limpa? O que os dois (e muitos outros eleitos) tem pra nos oferecer enquanto deputados federais?

Vejamos a relação entre as péssimas escolhas e o nível intelectual do nosso povo. Segundo o IBGE, 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de saberem ler e escrever, ou seja, são analfabetos funcionais e tem menos de quatro anos de estudo. No ano passado, o analfabetismo atingiu 14,1 milhões de brasileiros (9,7% da população). O número é somente 1,8 ponto percentual menor do que em 2004.

A olhar pelos números, tivemos poucos investimentos na educação. E claro, para o bem dos corruptos, é melhor ter um analfabeto funcional em cada cinco brasileiros para que continuem elegendo pessoas com tamanho “despotencial” para nos representar. Deduz-se que o crivo do nosso eleitor é um tanto quanto deturpado da atividade crítica realizada pelos alfabetizados. A moralização política começa pelo investimento na educação. Somente através dela é que seremos capazes de nos livrar da ignorância que nos conduz às péssimas escolhas.

Estou convicto de que realmente existem compras de votos. Quando percebi que algumas pessoas foram eleitas em nosso Estado sem nenhum serviço prestado à comunidade e que outros, mesmo sem mandato, trabalham pelo povo e não tiveram este mesmo privilégio. O povo precisa de qualidade na educação para saber escolher, caso contrário, a corrupção vai continuar afrontando a vida da pequena parcela de nossa sociedade que ainda não se corrompeu.

Publicado na coluna 'Espaço Aberto' do Portal O Norte - http://www.portalonorte.com.br/ 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os resultados da série de denúncias envolvendo Gaguim: Siqueira dispara 11 pontos à frente de Gaguim.

Vimos nos últimos dias a política tocantinense tomar rumos indesejados para parte dos candidatos. Como diz o adágio, Gaguim atirou no próprio pé. Com a série de denúncias sobre fraudes em licitações no seu governo e que envolve, inclusive, o procurador-geral do Estado do Tocantins, Haroldo Rastoldo, como suposto beneficiário de propinas, tudo se inverteu. Além disso, a Coligação Força do Povo cuidou de piorar a situação com o pedido de liminar que foi concedida pelo desembargador do TRE, Liberato Póvoa. O povo não aceitou a censura à liberdade de expressão somada com a série de denúncias de fraudes e deu a resposta. Agora, Siqueira com 49% e Gaguim com 38%, as coisas se inverteram totalmente. Quem veio liderando as pesquisas realizadas pelo IBOP em três rodadas, sofre a amarga virada nos momentos finais. 
Apesar de muitos atribuírem o resultado da pesquisa a uma piada, inclusive o próprio Gaguim, sabemos realmente que o cenário é outro, e, muito mais propício ao adversário Siqueira Campos. 
Outra inversão foi no quesito "rejeição". Gaguim agora é rejeitado por 47% do eleitorado e Siqueira, por apenas 36%, sengundo IBOP.
Estamos presenciando os resultados de decisões precipitadas e péssimos assessores que não cumpriram o seu trabalho, além de um candidato que se mostrou imaturo na corrida pelo Palácio Araguaía. Siqueira agora caminha para a vitória e os tucanos dizem lavar o peito.
A outra pesquisa será divulgada domingo à noite. Vamos esperar pois, o candidato Gaguim já disse que vai sair com 100.000 mil votos à frente do seu adversário. Logo saberemos qual pesquisa foi realizada conforme os princípios qualitativos.   
       

A saga continua: MP liga procurador-geral do TO a fraudes em licitações

AE - Agência Estado

Relatório do Ministério Público de São Paulo sobre organização criminosa para fraudes em licitações que atingem R$ 615 milhões cita o procurador-geral do Estado do Tocantins, Haroldo Rastoldo, como suposto beneficiário de propinas. O texto de 428 páginas dá ao procurador peso e importância iguais aos atribuídos ao governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), também citado na investigação. Rastoldo nega envolvimento com a organização.
Oito suspeitos foram presos, entre eles o empresário José Carlos Cepera e o lobista Maurício Manduca, amigos e aliados de Gaguim. Conselheiro do governador, Rastoldo teve seu nome mencionado por integrantes da organização em diálogos telefônicos captados pela força-tarefa. Oficialmente, Rastoldo não é alvo da investigação porque detém prerrogativa de foro. Mas a vigilância exercida sobre a cúpula e o segundo escalão da organização o pegou involuntariamente. O relatório liga diretamente o procurador a uma rotina de remessas e recebimentos de valores. Quando falam sobre pagamentos, os alvos trocam a palavra dinheiro por "tonelada".
E-mails e telefonemas transcritos no dossiê indicam intensa sequência de contatos entre Rastoldo e o comando da organização. Ele foi contemplado com uma vaga no camarote vip da Fórmula Indy, em março. Os diálogos revelam poder e autonomia de Rastoldo nos negócios da administração Gaguim. O dossiê confere e atribui ao procurador uma atuação decisiva na defesa dos interesses da organização. A apuração mostra que numa ocasião ele se deslocou de Palmas para Campinas a fim de reunir-se com o lobista. O encontro, assinala o Ministério Público, ocorreu em 9 de dezembro. No dia 30, negócio de R$ 13,8 milhões foi celebrado pelo Palácio Araguaia com a O. O. Lima Limpadora, do grupo de Cepera.
As interceptações sugerem remessas em dinheiro vivo para o Tocantins. O trecho do dossiê que aborda os passos de Rastoldo tem início à página 93. Uma foto dele, em três por quatro, faz parte dos autos. "O procurador-geral Haroldo Rastoldo também manteria estreito relacionamento com os investigados, especialmente Manduca", diz a promotoria. "Assim como o governador, teria sido agraciado com viagens, estadias em hotéis de luxo e participação em eventos automobilísticos, tudo para favorecer os interesses das empresas de Cepera."


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Juiz apreende jornal que fazia propaganda de governador do TO

Portal IMPRENSA

O juiz eleitoral Océlio Nobre da Silva, da cidade de Iguatins (TO), apreendeu envelope que continha exemplares de jornal que fazia "propaganda manifestamente tendenciosa" ao governador e candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB). O material seria distribuído pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), e foi encontrado em um malote do órgão e em papel timbrado.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, em ofício da última quarta (22), Silva informou a apreensão de quatro exemplares do Tocantins Agora, com datas entre 5 a 15 de setembro. O veículo publicou 15 títulos de reportagens, em suas oito páginas, citando o nome de Gaguim. A publicação tem tiragem de oito mil exemplares.
O magistrado afirmou que o recolhimento dos jornais foi feito para "evitar que a instituição e os recursos públicos sejam utilizados em campanha eleitoral". Em resposta, o TJ-TO declarou que o Tocantins Agora seria uma maneira de o órgão relatar suas atividades: "O Judiciário tem o dever de informar à sociedade sobre suas ações".
Já o editor da publicação, Rubens Alves, negou que o veículo faça propaganda favorecendo o governador.
O nome de Gaguim foi envolvido em uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre uma suposta organização especializada em fraudar licitações públicas. Na última sexta (24), o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) havia proibido 84 veículos de comunicação de mencionar o político em matérias sobre as investigações do MP paulista.
Na última segunda (27), o governador voltou atrás e pediu a suspensão da censura. Enquanto a medida censória não foi anulada, a Band local chegou a veicular uma receita de bolo no lugar da matéria que citava Gaguim, em referência aos métodos utilizados pelos meios de comunicação durante o regime militar para indicar a proibição.
A decisão foi derrubada no mesmo dia pelo TRE, por quatro votos a dois.  

Debate entre Siqueira e Gaguim: De lugar nenhum para lugar algum.

Infelizmente ainda perdemos nosso tempo para assistirmos trocas de acusações. O debate foi recheado de acusações (com vários documentos que provam, segundo Gaguim) e rebates por parte de Siqueira. Na hora de mostrar os projetos, ficamos à ver navios e ouvir histórias. Político quando não tem um plano de governo fala de maneira genérica tentando abordar o maior número de situações e acaba não debatendo nada de viável. É aquela velha tática do "geração de emprego e renda" ou "lutar pela educação". Pergunte a um candidato desses o que significa geração de emprego e renda e como vai conseguir esse feito ou o que é lutar pela educação? Nem estou mais assistindo os programas do horário eleitoral porque só ouço falarem isso. 
Percebemos que, para ser representante do povo, precisa ter conhecimento e formação superior, no mínimo. Não que um curso superior esteja valendo ainda alguma coisa, pois, sabemos que uma graduação se consegue até mesmo pela internet "estudando" uma vez por semana e durante três anos. Pós-graduação é uma vez por mês durante seis meses. É isso que é qualidade na educação. A nível médio, temos vários programas que perguntam quanto é dois mais dois e já aprova o aluno e confere-lhe um certificado de ensino médio. Assim, a qualidade vai pra o espaço. Todos esses problemas aqui mencionados, fazem com que não consigamos fazer uma análise imparcial da atual situação política. A alienação é a palavra da vez. Muitas pessoas acreditam na primeira notícia que veem. 
Só teremos qualidade na política quando tivermos qualidade na educação. A corrupção deve sair primeiro da sociedade e depois dos três poderes. 
Por fim, o debate não mudou a opinião de quem tem a tivesse formada. Quem vota no Gaguim, continuou com a mesma opção e, quem votava no Siqueira, continua com o mesmo pensamento. Quem se decidiu com aquele debate é porque não passa de um alienado a mais no meio da multidão. Já escolhi o meu candidato.    

domingo, 26 de setembro de 2010

Mulher do desembargador Liberato Póvoa foi nomeada por Gaguim no Executivo

26 de setembro de 2010 | 21h 09
O governador Carlos Gaguim (PMDB) nomeou Simone Cardoso da Silva Canedo Póvoa, mulher do desembargador Liberato Póvoa, para o cargo de "assessoramento superior" na Secretaria de Cidadania e Justiça. Publicado no Diário Oficial do Estado em 28 de janeiro, o ato de nomeação é subscrito por Gaguim e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Antônio Lopes Braga Júnior. O salário pago a Simone é de R$ 3.600 por mês.
O governo do Tocantins já havia nomeado outro parente do desembargador para cargos no Executivo. Em 25 de janeiro, Nilce Cardoso da Silva, sogra de Liberato Póvoa, foi colocada por Gaguim na Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social.
Procurado, o desembargador não quis se manifestar sobre a decisão que impôs a censura ao Estado e outros 83 veículos de comunicação e nem acerca da nomeação de seus parentes.
Perfil. Natural de Dianópolis, interior do Tocantins, o desembargador Póvoa formou-se em Direito pela Universidade de Minas Gerais em 1982. Ingressou na magistratura em 1988 como juiz na comarca de Taguatinga - hoje pertencente ao Estado de Goiás. Passou por todos os cargos de cúpula do Tribunal de Justiça do Tocantins - presidente (de 1989 a 1991), vice-presidente (por duas vezes) e corregedor (de 1998 a 1999).
Aos 66 anos, é desembargador do TJ-TO, diretor-geral da Escola Superior da Magistratura do Estado do Tocantins e professor na Fundação Universidade do Tocantins (Unitins).
Além de obras jurídicas, Liberato Póvoa é autor de contos, crônicas e romances. Fundador e primeiro presidente da Academia Tocantinense de Letras, são de sua autoria os título De Zé Goela a Pé-de-Janta - Os Causos que o Duro Conta, Causos que o Tocantinense Conta e Mandinga. Também é autor da letra do Hino do Tocantins, escolhido por concurso público e aprovado em 1998.
Fonte: Estadão
ATO No 600 - NM.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO TOCANTINS, no uso da atribuição que lhe confere o art. 40, inciso X, da Constituição do Estado, resolve
I - N O M E A R
SIMONE CARDOSO DA SILVA CANEDO PÓVOA para exercer o cargo de Assessoramento Superior - DAS-10, da Secretaria da Administração, a partir de 28 de janeiro de 2010;

Polícia Militar tenta impedir circulação da revista ‘Veja’ no Tocantins

Armados de fuzis, os PMs ficaram de prontidão no Aeroporto de Palmas à espera do voo que levava a revista
26 de setembro de 2010 | 20h 39

SÃO PAULO - A Polícia Federal teve de ser acionada na madrugada deste domingo para garantir a distribuição dos 8 mil exemplares da revista Veja no Tocantins. Para tentar impedir que a publicação chegasse às bancas, o governo do Estado mobilizou efetivo de 30 policiais militares. Armados de fuzis, os PMs ficaram de prontidão no Aeroporto de Palmas à espera do voo que levava a revista. Os PMs tinham a missão de localizar e apreender os exemplares de Veja. A revista, no entanto, não faz parte da lista de veículos de comunicação censurados pela liminar do desembargador Liberato Póvoa.
Acionado na madrugada, o procurador da República Álvaro Lotufo Manzano requisitou apoio da PF para escoltar o carregamento do aeroporto até a distribuidora da revista em Palmas. 
Fonte: Estadão
MINHA POSIÇÃO
É um absurdo que em um Estado Democrático de Direito se passe por abusos de poder como estamos presenciando no Tocantins. Primeiro vem o desembargador Liberato Póvoa e censura a imprensa e agora vem, não sei quem ordenou essa operação, um incompetente e dá uma facada no peito da democracia. O povo tocantinense não pode calar diante de agressões ao nosso direito à informação. Isso é um absurdo.
Nota ZERO para essa atitude. 

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