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quarta-feira, 5 de maio de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Sorria!
Por Gláucia Peixoto
Sorria, porque o amor existe. Sorria, pois o sol levantou-se mais uma vez. Sorria, sim, porque você tem uma nova chance pra fazer o que não fez e amar quem não amou. Sorria, porque tudo ainda pode acontecer, não deixe o medo vencer a beleza rara que Deus pintou em tua face. Sorria, porque as flores ainda nascem; embora esperem pela primavera. Sua felicidade também espera pela primavera das suas risadas gostosas. Sorria para a vida, ou a vida sorrirá de você.
Entre Folhas e Flores
Por Gláucia Peixoto
Hoje ao caminho do trabalho deparei-me mais uma vez com aquela velha senhora e sua arte cotidiana de varrer sua porta sempre tão cheia de folhas, reparei atentamente no seu vestido também velho, seus chinelos e passos já tão gastos pela ação inexorável do tempo, seus cabelos estavam, como de costume, envoltos em um lenço de singular colorido. Perguntei-me quantas portas já terá varrido em sua longa vida, naquele lugarejo tão pequeno, tão curto em esperança, talvez fosse condenada a varrer somente aquela porta.
O que mais impressionava era, pois, a delicadeza sem enfados com a qual realizava sua arte tão repetitiva e assim, por não mais suportar aquela curiosidade mais feminista que feminina, perguntei-lhe se não seria o caso de cortar a árvore responsável pela sugeria diária, já que haviam tantas outras no quintal, ela no entanto com seu jeito humano de mulher experiente, respondeu-me singelamente que da tal árvore ,uma vez ou outra, floresciam umas flores lindas cuja brancura fazia da calçada inteira um lindo tapete branco, acrescentou ainda que o perfume das flores era incomparável e ainda permaneciam por algum tempo depois da primavera.
Perguntei-me então, quantos de nós tem como aquela senhora a coragem de apanhar suas folhas cotidianas até que venham as flores.
Quantas vezes preferimos cortar nossas árvores e encarar uma vida sem flores como preço justo por um quintal sem folhas.
Muitas são as ocasiões nas quais podamos para sempre nossas árvores por nos recusarmos a varrer as mesmas folhas ou os mesmos erros que teimam em se repetir ao longo dos tempos.
Esquecemos assim, que tal qual à árvore que derruba folhas secas e também dá flores e frutos, as pessoas que nos aborrecem com seus erros constantes podem nos trazer alegrias verdadeiras e felicidades douradoras.
A escolha depende unicamente de nós... Varrer ou cortar.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Em cada MOMENTO de nossas vidas.
Existem momentos em que o silêncio ultrapassa o consolo das palavras;
Existem momentos em que as palavras se desgastam pela calmaria do silêncio;
Nossos gestos, nossos olhares, nosso sorriso,
Tudo são meios de expressão cruciais, tanto para quem dá quanto para quem recebe;
Aliás, são estes momentos cruciais que nos inspiram a viver.
Entretanto, existem instantes em que as palavras banalizam o aconchego do silêncio, desgastando o pêndulo das nossas emoções.Por que é tão difícil vivermos intensamente a nossa vida?
Às vezes procuramos à felicidade onde só encontraremos tribulações.
Às vezes procuramos o amor onde só encontraremos discórdias.
Às vezes esquecemos de nossa existência, tratamos-nos como máquinas, desprezamos a si mesmos, não mais acreditamos que somos capazes, não nos valorizamos como seres insubstituíveis, trocam-nos por tecnologia, pois elas produzem mais, dão mais lucros...
No mundo capitalista, enterramos nossos mais preciosos tesouros: a vida e os valores.
É hora de refletirmos...
Nas lonjuras do Tocantins
Nas lonjuras do Tocantins, o tempo de tão quente, o sol radiante, faz com que o forasteiro, despercebido do clima, franja a testa que alumia no sol das duas da tarde. Hora ou outra aquele forasteiro leva sua camisa até o rosto para enxugar seu sofrimento com um gosto salgado.
As lonjuras do norte do Tocantins. Cidades pacatas, povo humilde e hospitaleiro, apreciam uma suave conversa com o vizinho ou mesmo do vizinho ou de quem passa naquele momento. O papo dos finais de tardes. O desgaste da língua na vida do outro. As comadres não perdem o babado sobre aquele moço novato na cidade ou mesmo daqueles que injustiçadamente se embriagaram na noite e amanheceram no relento das ruas. Tudo é motivo de comentários. Quando o Sol está quente, aquela pobre arvore serve de abrigo àquele grupo de jovens que deserdam o trabalho e vive como andarilhos pelas sombras. Isto é o que chamam de “rádio pião”. Os grupos de novos e velhos que dão notícias de tudo que acontecem nas cidadezinhas. O povo do “fulano disse que disse”. O mais importante é o Fulano e o Cicrano. O fuxico vale mais que as notícias do Jornal Nacional.
Tardezinha é sempre um momento de “reflexão”. Até mesmo a igreja é ponto de “reflexão”. Seja do fuxico ou de oração. Ô vida tranquila, povo hospitaleiro e Sol ardente. Ô calor ferrenho das lonjuras do norte do Tocantins. As carecas iluminadas no sol refletem bem a vida do sertanejo trabalhador de roça e alguns aposentados que manejam o seu dinheiro para as pequenas farmácias a fim de viverem um pouco mais sobre aquele Sol tenebroso. Às vezes, em alguns aparenta terem levado um banho de óleo ao Sol. Com tanta emissão de CO2 na atmosfera as arvores ainda sobrevivem e servem como um refúgio ao pobre sertanejo. Nas lonjuras de todo o Norte brasileiro.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ainda temos tempo!
O tempo da vida
A vida no tempo
Tão efêmera se conduz
E o que fazemos para reacender a luz?
...A claridade da humildade
À luz da caridade
Do tempo que não se espera
Do sonho que se esmera
Mas... que pro ontem já é tarde
Pro amanhã não se espera
Pro hoje ainda existem “momentos” a espera...
De fazer amor, de agradecer com carinho,
De viver para pensar, e...
Pensar para viver... Ainda existe tempo...
Pense!
A vida no tempo
Tão efêmera se conduz
E o que fazemos para reacender a luz?
...A claridade da humildade
À luz da caridade
Do tempo que não se espera
Do sonho que se esmera

Mas... que pro ontem já é tarde
Pro amanhã não se espera
Pro hoje ainda existem “momentos” a espera...
De fazer amor, de agradecer com carinho,
De viver para pensar, e...
Pensar para viver... Ainda existe tempo...
Pense!
...Um “louco” pensador.

“O medo de errar intimida a muitas pessoas... mas não aquelas que realmente querem tentar”...
Quando chega a noite, bem luminosa com suas milhares de estrelas, que lanção inspirações nos poetas sofridos e desestruturados pela solidão, lá está eu e meu grande amigo, nos deixamos levar pelas ondas dos devaneios, das lembranças e dos desejos, dos sonhos e das felicidades incondizentes.
Bem... Mas quando a noite cai (que não seja em cima de mim) na aurora de sua madrugada fria, onde se possa, unicamente, ouvir os grilos com suas incômodas melodias, os pingos d’água caindo da torneira ao lado do meu quarto, o som da escuridão, o meu velho violão encostado na parede, que sempre quando olho pra ele, reflete minha imagem no seu tom escurecido, a minha velha cama toda barulhenta, com um colchão que já não dispõe mais de tanta suavidade e aconchego e, as saudades que me trazem as lembranças que me fazem refletir... às vezes querendo reviver alguns momentos aprisionados nas grades do passado.
E estando muito longe de minha pátria, convido meu grande amigo e começo a compartilhar tudo com ele. Quando o peguei pelo braço e levei até meu quarto, percebi seu olhar assustado vendo tal desordem. Apesar de ele ser muito pequeno, os calçados estavam espalhados, alguns livros jogados ao chão e outros amontoados juntamente com roupas... é bem melhor assim! Sinto-me mais livre.
...E, no clarão do vagão. Já se passavam das duas e meia da madrugada, eu sem sono falei ao Branquelo (é assim que o chamo).
- Muitas pessoas dizem que sou louco, só porque às vezes digo frases e pensamentos que são, quase sempre, contundentes. Entretanto, eu mesmo disse outro dia: de que adiantaria criticar se não fosse criticado também? Gosto de criar uma discussão proveitosa acerca de temas sobre os quais muitos se omitem a falar, mas, o pior disso tudo é que sou quase sempre mal interpretado por estes malucos, o problema é porque eles estão alienados aos erros, e eu não. É porque não escolho cara para lutar, mas sim causas.
- Sempre fiz questão que meu amigo Branquelo, arquivasse todas as minhas loucuras, tudo porque talvez, um dia, nasça um louco que também, ande pelas noites olhando para o céu e desejando desenvolver equações matemáticas que dessem a exata precisão da distância entre a terra e as estrelas sem utilizar de tecnologias tão sofisticadas, um louco que corre da universidade até sua casa debaixo de chuva, um louco que não se preocupa muito com os palavreados agressores de outras pessoas, um louco que pouco se preocupa em ser um majestoso conhecido da mídia, mas escreve expressando o real e seus sentimentos. Porque assim sou eu. E se um dia nascer alguém com todas estas qualidades, gostaria muito de conhecê-lo e tenho certeza que faria o mesmo.
Gosto de questionar os intitulados “Deuses do conhecimento” e sou fiel ao Deus da humildade, do amor e da sabedoria. Sou louco porque defendo uma educação voltada não somente para o conhecimento, mas também para os valores e respeito aos menos favorecidos e não para as bases capitalistas, visando simplesmente lucros. Sou louco porque digo que o homem destruirá a si mesmo com sua arrogância.
“A cisão do homem para com o nosso criador faz-nos ficar restrito aos conhecimentos e sabedorias a nós concedidos”.
Dizem que sou louco, porque defendo que deveríamos deixar um pouco o corre-corre do dia-a-dia e desfrutar de nossas vidas com mais intensidade e amor, pararmos de pensar em bens materiais, cogitar na próxima vida. Sou mais louco ainda, porque condeno o aborto, defendo a paz e principalmente, minha cultura brasileira, e que jamais esqueçamos da nossa amazônia. Contudo, a vida mesmo assim é muito bela.
“Que viva os séculos para cada compreensão e que percorra o mundo para cada conclusão”.
“Pensamentos que são paradoxo para indivíduos inabitados de sabedorias, sempre afligirão uma sociedade medíocre e hipócrita”.
Quando chega a noite, bem luminosa com suas milhares de estrelas, que lanção inspirações nos poetas sofridos e desestruturados pela solidão, lá está eu e meu grande amigo, nos deixamos levar pelas ondas dos devaneios, das lembranças e dos desejos, dos sonhos e das felicidades incondizentes.
Bem... Mas quando a noite cai (que não seja em cima de mim) na aurora de sua madrugada fria, onde se possa, unicamente, ouvir os grilos com suas incômodas melodias, os pingos d’água caindo da torneira ao lado do meu quarto, o som da escuridão, o meu velho violão encostado na parede, que sempre quando olho pra ele, reflete minha imagem no seu tom escurecido, a minha velha cama toda barulhenta, com um colchão que já não dispõe mais de tanta suavidade e aconchego e, as saudades que me trazem as lembranças que me fazem refletir... às vezes querendo reviver alguns momentos aprisionados nas grades do passado.
E estando muito longe de minha pátria, convido meu grande amigo e começo a compartilhar tudo com ele. Quando o peguei pelo braço e levei até meu quarto, percebi seu olhar assustado vendo tal desordem. Apesar de ele ser muito pequeno, os calçados estavam espalhados, alguns livros jogados ao chão e outros amontoados juntamente com roupas... é bem melhor assim! Sinto-me mais livre.
...E, no clarão do vagão. Já se passavam das duas e meia da madrugada, eu sem sono falei ao Branquelo (é assim que o chamo).
- Muitas pessoas dizem que sou louco, só porque às vezes digo frases e pensamentos que são, quase sempre, contundentes. Entretanto, eu mesmo disse outro dia: de que adiantaria criticar se não fosse criticado também? Gosto de criar uma discussão proveitosa acerca de temas sobre os quais muitos se omitem a falar, mas, o pior disso tudo é que sou quase sempre mal interpretado por estes malucos, o problema é porque eles estão alienados aos erros, e eu não. É porque não escolho cara para lutar, mas sim causas.
- Sempre fiz questão que meu amigo Branquelo, arquivasse todas as minhas loucuras, tudo porque talvez, um dia, nasça um louco que também, ande pelas noites olhando para o céu e desejando desenvolver equações matemáticas que dessem a exata precisão da distância entre a terra e as estrelas sem utilizar de tecnologias tão sofisticadas, um louco que corre da universidade até sua casa debaixo de chuva, um louco que não se preocupa muito com os palavreados agressores de outras pessoas, um louco que pouco se preocupa em ser um majestoso conhecido da mídia, mas escreve expressando o real e seus sentimentos. Porque assim sou eu. E se um dia nascer alguém com todas estas qualidades, gostaria muito de conhecê-lo e tenho certeza que faria o mesmo.
Gosto de questionar os intitulados “Deuses do conhecimento” e sou fiel ao Deus da humildade, do amor e da sabedoria. Sou louco porque defendo uma educação voltada não somente para o conhecimento, mas também para os valores e respeito aos menos favorecidos e não para as bases capitalistas, visando simplesmente lucros. Sou louco porque digo que o homem destruirá a si mesmo com sua arrogância.
“A cisão do homem para com o nosso criador faz-nos ficar restrito aos conhecimentos e sabedorias a nós concedidos”.
Dizem que sou louco, porque defendo que deveríamos deixar um pouco o corre-corre do dia-a-dia e desfrutar de nossas vidas com mais intensidade e amor, pararmos de pensar em bens materiais, cogitar na próxima vida. Sou mais louco ainda, porque condeno o aborto, defendo a paz e principalmente, minha cultura brasileira, e que jamais esqueçamos da nossa amazônia. Contudo, a vida mesmo assim é muito bela.
“Que viva os séculos para cada compreensão e que percorra o mundo para cada conclusão”.
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